04/05/2018

Diário de bordo: Quinta do Crasto

Categoria:  Eventos

Por: Vitrine dos Vinhos
Quinta do Crasto Enoturismo

Último dia de tour e a nossa última visita aconteceu lá na Quinta do Crasto!

Arriscamos dizer que essa é muito mais conhecida dos brasileiros, já que é relativamente fácil encontrar um vinho dessa quinta nos grandes mercados e delicatessen nacionais e por um preço, diga-se, bem salgado!

Para nossa surpresa, eis que os vinhos da quinta, comprados diretamente com eles, foram absurdamente mais baratos! Aliás, esse foi um dos primeiros assuntos que tivemos com a Joana, a nossa guia que, além de ter sido muito amável e divertida, sabia muito sobre a quinta e nos explicou todo o funcionamento!

Diferentemente das outras visitas, a Quinta do Crasto, em relação à estrutura e à produção, é muitíssimo maior! E o mais surpreendente disso é que, como bem nos disse Joana, ela ainda é bem menor do que algumas outras quintas da região!

A Quinta do Crasto passou por algumas reformulações, inclusive quanto à produção dos vinhos. Hoje eles ainda desenvolvem vinhos do Porto, mas acrescentaram diversos exemplares tintos em seu portfólio, o que lhes deu uma nova projeção dentro do mercado. Houve um grande investimento em relação à infraestrutura (que salta aos olhos de tão bem planejada e bela) e ao enoturismo, muito embora a nova projeção em nada influenciou na experiência que a equipe pretende passar ao prezar por um atendimento mais pessoal dos visitantes.

Quanto à vinificação em si, ficamos surpresos ao saber que a quinta ainda promove a pisa de uvas nos lagares de pedra! Depois dessa etapa, as uvas passam pela prensa para obter todo o sumo e taninos que restaram e o processo segue o rito padrão, indo para as cubas e as barricas!

Depois de passar pela sala onde estavam as cubas de inox, fomos ver a barricas, onde, sinceramente, eram de se perder de vista as mais de 1500 barricas (a maior parte de carvalho francês), todas organizadas em um sistema de suporte inovador (Oxoline) que facilita a sua organização e manuseio, sobretudo quanto estão cheias!

Houve uma pequena pausa entre a visita e a degustação. Um tempinho que foi plenamente aproveitado para tirar fotos. Apesar de não sermos as pessoas que mais curtem tirar fotos, é quase impossível não querer registrar o rio Douro lá de cima, o belo pátio, a piscina (de borda infinita), as vinhas espalhadas por todos os cantos… tudo de uma beleza incontestável!

Depois disso, nós seguimos para a recepção, onde fomos degustar os vinhos! Eram 4 exemplares no total, entre tintos e portos. Esse foi o único momento em que nos juntamos a um casal (também brasileiro) que estava atrasado e havia perdido a hora da visitação.

Dali nós finalizamos a visita na loja da quinta. Compramos dois exemplares, com a promessa de que o porto vai se sujeitar à guarda e que só abriremos em 5 ou 6 anos!

Finalizamos o tour com uma experiência tão contrastante em relação às anteriores e isso foi muito bom! O ponto alto, para nós, foi a receptividade. No fundo, por ser uma quinta de maior porte do que as outras, tínhamos um certo receio de nos juntar a um grupo ou de ter uma recepção meio abrangente e social. Só que foi o exato oposto: foi pessoal, foi divertido, foi esclarecedor, foi uma oportunidade ímpar para degustar e comprar vinhos que, pelo preço, certamente não compraríamos no Brasil. E, claro, foi um enorme prazer!

O passeio foi lindo, regado a vinho e a um bom papo! Não há dúvidas de que recomendamos a todos!


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