Vitrine dos Vinhos
11/01/2017

Harmonização e degustação de vinhos

Categoria:  Artigo

degustação de vinhos

Muitas pessoas, inclusive amantes dos vinhos, não veem razão para tanta pompa que existe em torno dessa bebida. Tem sempre um palavreado diferente para tudo, livros e mais livros sobre o assunto, mil cursos de harmonização e degustação de vinhos… há quem se incomode até com a carta de vinhos dos restaurantes e de como eles são servidos pelos garçons.

Considerando isso, entre os temas mais recorrentes no mundo dos vinhos e que são, porque não, bastante polêmicos até para quem tem o hábito de consumir essa bebida, estão a degustação de vinhos e a harmonização destes com aperitivos, refeições e sobremesas. É fato: cada um diz uma coisa, cada um sugere uma coisa, cada um tem uma opinião diferente e, por isso, são dois assuntos bem desgastantes, mesmo para quem gostaria de saber mais a respeito.

Nesse artigo, a ideia não é tentar desmistificar ou trazer conclusões sobre nada. Até porque, se esse realmente fosse o intento, melhor seria não fazê-lo. Mais uma regra num mar de regras sobre os vinhos levaria para o mesmo lugar: desmotivação. Ao invés disso, vamos dividir um pouco sobre como nós começamos a beber vinhos e sobre como a degustação e a harmonização apareceram nesse contexto.

Certo, e como começou?

Bom, nós não bebíamos vinhos com frequência, mas gostávamos de visitar feiras de vinhos com amigos. Além de ser algo diferente para fazer, esses eventos eram razoavelmente acessíveis à época (por volta de R$50,00 o ingresso, com direito a provar todos os vinhos da feira). Nesses eventos, contávamos com a possibilidade de, ao final, comprar os produtos que foram experimentados, por um preço menor que o de mercado.

Ao ter a chance de provar vinhos e de conversar nesses eventos, mesmo que, da nossa parte, não houvesse um conhecimento profundo sobre o assunto, já era algo bastante estimulante. Trocar ideias, provar e comparar os produtos e comprar os vinhos de que mais gostamos era um ótimo investimento.

Apesar desses eventos serem pontuais e anuais, eles foram despertando, aos poucos, a nossa atenção para os vinhos e sempre ficávamos com muita expectativa para o evento do ano seguinte. Tínhamos vontade de saber mais sobre alguns exemplares que provamos, queríamos conferir os preços, ver onde vendia, quem vendia e cada vez mais queríamos provar vinhos diferentes e participar de mais eventos.

Degustação de vinhos no Rio Grande do Sul

Nesse meio tempo, viajamos para o Rio Grande do Sul e fizemos um passeio pelas vinícolas gaúchas. Provamos (e levamos) vinhos ótimos para casa e o que era para ser um passeio de férias virou uma das melhores viagens que já fizemos no Brasil. Nós realmente não esperávamos beber vinhos tão bons! Fora que acompanhar de perto o processo de vinificação que muitas das vinícolas abriam para visitação e estar mais próximo da rotina dos produtores tornou o vinho algo mais acessível e mais compreensível.

E, a partir do momento em que as coisas deixaram de ser pomposas, tudo ficou mais fácil.

Mas e como começou a degustação de vinhos?
degustação de vinhos

Ao dizer “gostei desse vinho” ou “não gostei desse vinho”, “este aqui é bem cheiroso”, “este tem uma cor bonita” já é, de alguma forma, praticar boa parte das tais regras de degustação. E isso nós fazíamos muito isso, mesmo sem saber.

Degustar um vinho, para nós, nada mais é do que prestar atenção nos sentidos que são provocados pelo que se está consumindo e, mesmo sem muita técnica (ou paciência), é possível fazer isso tranquilamente.

Ao começar a ler sobre o assunto e colocá-lo em prática, tínhamos a impressão de que a degustação de vinhos era parecida com esses programas de reality show de culinária: quanto mais vezes os jurados provam uma comida, mais eles sabem falar sobre ela e mais exigentes ficam. E ao comer coisas de boa qualidade, eles ficam mais criteriosos porque querem comer coisas boas sempre. Nossa realidade com os vinhos: quando provamos um exemplar, nós investimos a atenção e o avaliamos como um todo (cor, aroma, sabor, se é ácido, se é tânico, se é persistente…). Marcamos o nosso paladar (e a nossa memória) com essa sensação que ele provocou e, na próxima vez, nós esperamos que a experiência seja tão boa quanto ou ainda melhor.

O gosto pelos vinhos, por assim dizer, não precisa vir da insistência de se falar sobre o assunto: essa vontade surge porque é uma experiência sempre nova e interessante, principalmente se você tiver alguém para dividir as suas impressões! Complementar essa prática de degustação de vinhos com a teoria, para nós, sempre foi um adicional, nunca obrigatório!

E quanto à harmonização?
Harmonização de vinhos

A harmonização surgiu ainda mais naturalmente: “quero comer coisa boa e quero comer com vinho!”. Foram muitas as combinações que deram certo e muitas as que não foram boas porque algo se sobressaiu (a comida ou o vinho). E, infelizmente, já vivenciamos a experiência de deixar o vinho de lado porque, simplesmente, não deu para beber junto com a comida. Amadorismo nosso? Não necessariamente. Mesmo diante da descrição do vinho e da análise do tipo de comida que vai ser servida, as coisas podem não sair do jeito que se espera.

Mas não tem centenas de regras de harmonização por aí? Sim, muitas. Algumas nós já testamos e deram certo, outras simplesmente não se saíram bem diante do nosso paladar. Por isso, apesar dessas regras, é necessário respeitar o paladar de cada um e mais: respeitar as combinações que podem fugir às regras, mas que atenderão muito melhor às expectativas do apreciador de vinhos!

No que diz respeito ao assunto, dicas de harmonização são muito melhores do que regras.

O que aprendemos até agora?

Que estudar sobre algo pode ser um fardo, mas que aprender um pouco mais sobre um assunto de que se gosta não é trabalhoso, é estimulante!

Saber um pouco mais sobre o vinho que você consome é importante, mas se isso virar um jogo do “quem sabe mais”, perde o sentido. Uma das coisas mais deliciosas que existe é beber e comer bem e isso deve ser feito da forma que melhor atenda às necessidades de quem o faz. Por isso, não pense que se deva educar o seu paladar para gostar do que todo mundo gosta: ao conhecer seus próprios gostos, já se está a um passo a frente.

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