Vitrine dos Vinhos
02/10/2016

Os bons e belos vinhos rosés

Categoria:  Artigo

vinho rose

Existem outras variedades de vinhos além do clássico “branco e tinto” que, apesar de menos populares ou, simplesmente, esquecíveis para grande parte dos apreciadores de vinhos, podem render uma experiência ainda mais intensa e agradável, justamente por possuírem características únicas e, por isso, bem saborosas.

Os vinhos rosés, por exemplo, recebem menos atenção do que deveriam, considerando seu potencial.

Os rosés se encaixam em uma categoria entre os brancos e os tintos e as suas características variam de acordo com os métodos empregados na sua produção. Por essa razão é que você encontra vinhos rosés bem diferentess um dos outros, tanto no que se refere à cor (que pode ir do rosa pálido ao avermelhado), quanto em relação ao sabor (mais leves e refrescantes ou mais encorpados e de maior teor alcoolico).

E como são esses métodos de produção?

Em termos gerais, há 5 possibilidades:

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Maceração curta (ou vinificação em rosé): maceração é o nome do processo em que os sólidos da uva (casca, sementes…) fica em contato com o mosto (ou suco da uva). No caso dos tintos, a maceração é longa, já que as cascas fornecem a clássica e intensa coloração rubi. No caso dos vinhos brancos, especialmente aqueles feitos com uvas tintas, a maceração é muito rápida, bastando uma prensagem (ou compressão) direta e suave para separar as cascas e não transferir a cor destas para o mosto. No caso dos rosés, há um ligeiro contato entre o mosto e as cascas, já que a ideia é obter uma cor rosada. A maceração, nesse caso, é curta e, uma vez alcançadas a coloração e características desejadas, os sólidos são retirados e o mosto segue para o processo normal e completo de fermentação e amadurecimento.

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Mistura de uvas tintas e brancas: A partir desse método, misturam-se uma quantidade grande de uvas brancas com uma quantidade menor de uvas tintas para que se atinja um vinho de coloração rosada e de sabor e aroma desejados.

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Mistura de vinhos tintos e brancos: Basicamente, mistura-se vinhos tintos com brancos para obter um “meio termo” e alcançar o vinho rosé. É um método que já foi e ainda é bastante utilizado, embora muitos questionem a harmonia do produto final.

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Sangria: Quando as uvas tintas iniciam o processo de fermentação alcoólica para originar vinhos tintos, há o contato direto do mosto com as cascas, com as sementes e com outros sólidos (conforme já dito antes). Iniciado esse processo, drena-se uma pequena porcentagem do líquido que está sendo produzido e este continuará, em apartado, com o seu processo de fermentação, agora sem qualquer sólido, e dará origem ao vinho rosé (geralmente de coloração mais escura).

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Filtro de carvão: A fim de se obter vinhos rosés, produtores passavam vinhos tintos por um filtro de carvão ativo para descorá-los. Esse método já foi bastante utilizado no passado, mas hoje não há notícias sobre sua prática.

Há quem aponte a maceração curta e a sangria como os melhores métodos para a obtenção dos vinhos rosados. No entanto, o tema é bastante controverso e, para cada argumento favorável, há sempre vários outros contra qualquer uma das técnicas acima referidas.

O que se pode afirmar é que, diante de tantas opções, não há um método único e definitivo para empregar na produção de vinhos rosés. Talvez, por essa razão, você possa encontrar excelentes exemplares, que foram planejados e vinificados com cuidado, ao lado de outros de baixa qualidade, muito próximos da categoria de sub-produtos.

Mas, de um modo geral, o que se deve esperar de um vinho rosé?

Os vinhos rosés, tal como os espumantes, os frisantes e os vinhos brancos, são bebidas suaves e refrescantes, qualidades que combinam muito com o clima tropical do país. No caso específico dos rosés, além do impacto que a sua bela coloração provoca, eles são muito versáteis e fáceis de agradar qualquer paladar.

Eles podem ser bebidos sozinhos e, também, ao lado de petiscos e refeições, sobretudo quando sabor destes é forte demais para serem servidos com um vinho branco e, ao mesmo tempo, sutis demais para acompanhar os vinhos tintos. Algumas combinações possíveis são com: pizza de atum, paella, antepastos, tábua de queijos, pratos japoneses crus, e, claro, outros que você descobrir ou preferir!

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Então vale a pena comprar vinhos rosés?

Sim, vale bastante a pena. Ainda que não haja uma definição quanto ao melhor método para a produção de vinhos rosés, é possível encontrar belíssimos exemplares à venda e que certamente vão agradar. E, além de vinhos rosés importados, há diversos exemplares nacionais prontos para satisfazer seu paladar.

Apesar de gosto ser algo muito pessoal e vários apreciadores de vinhos já terem seus prediletos listados, desafiar o paladar com vinhos de outras variedades pode proporcionar uma experiência mais do que interessante: prazerosa! E os vinhos rosés, sem dúvida, podem proporcionar mais do satisfação visual!

Certo, mas como vou saber qual vinho rosé comprar?

Uma recomendação (e que vale não só para os vinhos rosés): sempre pesquise e se informe antes de comprar.

Nem sempre você conseguirá obter informações suficientes nos rótulos dos vinhos, por isso, valha-se de avaliações e opiniões (inclusive virtuais) para efetivar boas compras. Tente saber um pouco sobre o produtor, sobre a técnica utilizada, sobre as experiências de outras pessoas (especialistas ou não) e valha-se sempre de um grande guia: seu paladar!

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